Michael Jackson e a Ebony- 2007

 

Olá amigos!!!

Hoje vou postar a grande entrevista que o Michael deu em 2007 para a revista Ebony. Essa entrevista me marcou de várias maneiras, foi aqui que tivemos fotos maravilhosas de um Michael mais maduro prestes a fazer 50 anos. Acredito que todo grande fã deve amar essa entrevista, pois além de marcar alguns de seus últimos trabalhos ainda nos dá um vislumbre do grande homem. E como ele amava seus fãs para nos presentear com essas fotos e essa entrevista!!! Sim é muito mágico sentir esse amor tão grande quase 15 anos após sua partida. 


Se você já leu e viu essas fotos te convido para um replay, porque cada vez que eu vejo mais quero ver, e sinto a magia de como se fosse a primeira vez. Então vamos rever com os devidos créditos a quem traduziu <3.


Entrevista com as próprias palavras do Michael:







Ebony: como tudo começou?


MJ.: Motown estava preparando-se para fazer um filme chamado The Wiz... E Quincy seria o homem que faria a música. Eu sabia disso antes dele. Quando eu, ainda criança, estava em Indiana, meu pai normalmente saía para comprar álbuns de jazz, portanto ele era conhecido como músico de jazz. Então, depois de fazer o filme ? durante a rodagem fizemos muitos amigos, também; ele ajudou-me a compreender certas palavras, era realmente como um pai ? chamei-o depois do filme, sendo totalmente sincero, porque sou uma pessoa tímida, especialmente então, nem sequer olhava as pessoas quando falavam. E eu lhe disse: 'estou preparado para fazer um álbum. Creio... você poderia me recomendar alguém que esteja interessado em produzi-lo ou que trabalhe comigo?'. 

Ele deu uma pausa e disse: 'porque você não me permite fazê-lo?', e eu disse a mim mesmo: 'não sei por que não pensei nisso antes'. 

Possivelmente porque pensava que era mais que um pai, mais jazzístico.

Assim quando disse isso, pensei 'Wow, isso seria fantástico'. Seria genial trabalhar com Quincy, ele deixa você fazer suas coisas. Não se mete no caminho. Portanto, a primeira coisa que fiz com ele foi 'Off The Wal', o nosso primeiro álbum, e Rod Temperton entrou em estúdio, e veio com este tema - ... 'doop, dakka doop, dakka dakka dakka doop', toda esta melodia e os coros, 'Rock With You'. Eu disse: 'Wow!', assim que escutei aquilo pensei, 'Ok, realmente tenho que trabalhar agora'. A cada vez que Rod me apresentava algo, eu apresentava algo e ambos formamos uma pequena e amigável competição. Gosto de trabalhar assim.

Ele normalmente fazia como fazia Walt Disney: se estavam trabalhando em Bambi, ou em um filme animado, eles colocavam um cervo no meio da sala e faziam os animadores competirem-se com diferentes estilos de desenho.

Aquele que realizava o efeito mais estilizado que Walt gostou, é o escolhido. Era como uma competição, algo amistoso, mas era uma competição, porque precisava de um maior esforço. Assim quando Rod trazia algo, eu também trazia, e continuava assim. Criamos maravilhas.




Ebony: Então, depois de "Off The Wall", na primavera de 82, você voltou ao estúdio para trabalhar em "Thriller"?


MJ.: Depois de 'Off The Wall', tínhamos todos esse números 1: ont Stop 'Til You Get Enough', 'Rock With You', 'She's Out Of My Life', 'Workin' Day And Night' e fomos nomeados ao Grammy, mas eu não estava contente por como ocorreu tudo, porque queria fazer muito mais, apresentar muito mais, por mais de minha alma e coração nele.





Ebony: Foi um ponto de transição para você?


MJ.: Uma completa transição. Desde que era um garoto, estudava composição. E foi Tchaikovsky que mais me influenciou. Se você toma um álbum como o Suite do quebra-nozes, todos os temas serão ótimos, cada um. Portanto disse a mim mesmo, 'porque não fazemos um álbum pop onde cada...' a gente faz discos onde há um bom tema e o resto são como caras B. As chamam de 'canções de álbum' e disse a mim mesmo, 'porque cada uma das canções não pode ser um êxito. Porque cada música não pode ser tão boa quanto para as pessoas que as compram se editarmos como single' É desse jeito que tento fazer. Esse era meu propósito para o próximo disco. Essa era a idéia principal. Queria sacar todas as que quisermos. Trabalharei duro para ele.


Ebony: Então, o processo criativo, você o delibera ou ele simplesmente acontece?


MJ.: Não, fui bastante deliberado. Até por tudo que vem junto de alguma forma, conscientemente, se cria no universo, mas, uma vez a química adequada dentro na sala, a mágica acontece. Tem que fazê-lo. É como por certos elementos em um extremo e isso produz magia em outro. É ciência. E chegando lá com as melhores pessoas, é simplesmente maravilhoso. 

Quincy me chamava de 'Smelly' (Cheiroso). Smelly vinha de e Spielberg também me chamava assim. Então especialmente. Agora digo algumas palavras de juras mas especialmente então, não dizia nenhuma palavra.

Assim que dizia, 'Esta é uma canção 'cheirosa''. Isso significava, 'é genial'. Portanto me chamavam de 'Smelly'.

Mas se, trabalhar com Quincy era algo maravilhoso. Ele te deixava experimentar, fazer suas coisas, e era tão gênio que ficava fora do caminho da música, e se houvesse algum elemento para adicionar, ele o adicionava. E escutava esses pequenos detalhes. Como, por exemplo, em 'Billie Jean', eu tive de conseguir o som do baixo, e a melodia e toda a composição, Mas, escutando-o, ele acrescentou outra frase musical muito bonita...

Trabalhamos em uma canção e logo nos juntávamos em sua casa, colocávamos o que tínhamos trabalhado, e ele dizia 'Smelly deixa que ela fale'. Eu lhe dizia 'Ok'. Respondia-me, 'Se a canção necessita de algo, ela te dirá'. Aprendi a fazê-lo. A chave para ser um compositor maravilhoso não é compor. É só você sair do caminho. Deixar o lugar para que Deus entre na sala. E quando escrevo algo que sei que é bom, ajoelho-me e dou graças. Obrigado Jeová!




Ebony: Qual foi a última vez que você teve esse sentimento?


MJ.: Bom, recentemente. Sempre estou compondo. Quando você sabe que é bom, às vezes sente algo que está se aproximando, uma gestação que é quase como uma gravidez ou algo do tipo. Você se emociona, e começa a sentir que algo está em gestação e, magia, aí está! É uma explosão de algo que é tão bonita, você diz Wow! Aí está. Assim é como flui. É algo bonito. É um universo do qual se pode entrar, com essas 12 notas... O que faço quando estou compondo é uma versão avulsa, desnuda, só para ouvir os coros, só para ver o quanto gosto deles. Se eu gosto desta versão primitiva, então sei que funcionará... Ouvi-lo, isso é em casa.

Janet, Randy, e eu... Janet e eu fazemos: 'Whoo, whoo... whoo,

whoo...', é o que faço, o mesmo processo para cada canção. É a melodia, a melodia é o mais importante. Se ela entra em mim, se eu gostar, então vou para o passo seguinte. Se soar bem em minha cabeça, logo soará melhor quando eu acabar. A idéia é transcrever o que está em sua mente a uma fita. Se você pegar uma música como 'Billie Jean', onde a linha de baixo é a parte proeminente e dominante, o protagonista da canção, é a frase principal que você escuta e conseguir o caráter desta frase, fazer com ela seja o que quiser, é algo que leva muito tempo. Escute, você está ouvindo quatro baixos, fazendo quatro personalidades diferentes, e isso lhe dá personalidade. Mas requer muito trabalho.


Ebony: Outro grande momento foi a apresentação no Motown 25...


MJ.: Eu estava em estúdio editando 'Beat It', e por alguma razão resultou que eu estava fazendo nos estúdios da Motown e fazia muito tempo que eu havia abandonado a companhia. Eles estavam preparando algo para eu fazer no aniversário da Motown, e Berry Gordy me perguntou se eu queria performar no show, e lhe disse 'NÃO'. Disse-lhe que não.

Disse-lhe que não porque 'Thriller' eu estava construindo e criando algo que eu queria fazer, e ele respondeu 'Mas é o aniversário...',

assim que me disse isso eu respondi, 'O farei, mas a única forma para que eu aceite é se me deixar cantar uma canção que não seja da Motown'.

Ele me disse 'Qual é?', 'Billie Jean', respondi. Ele concordou. E eu disse 'De verdade, me deixará cantar 'Billie Jean'?', ele disse 'Sim'.

Assim, ensaiei e criei a coreografia e vesti a meus irmãos e escolhi as canções e escolhi o medley. E não só isso, tem que trabalhar com os ângulos da câmera. Dirijo e edito tudo. Cada plano que vê é meu.




Ebony: Quanto tempo você leva criando esses elementos?


MJ.: Desde que eu era um garoto, com meu irmãos. Meu pai dizia: 'ensina-os, Michael, ensina-os'.


Ebony: Alguma vez eles sentiram ciúmes?


MJ.: Eles nunca admitiram em seus dias, mas devia ser duro, porque a mim nunca me pegaram durante as práticas ou ensaios (risos). Mas depois é quando me encontrava em problemas (risos). É certo, então é quando eu recebia. Meu pai normalmente passava o ensaio com o cinturão na mão.

Você não podia errar. Meu pai era um gênio na hora de nos ensinar como se comportar no cenário, como trabalhar com o público, antecipando o seguinte que tínhamos que fazer, ou não deixando nunca o público notar se estávamos sofrendo, ou se algo ia mal. Para isso era incrível.




Ebony: Quando ele pensava que não só você tinha um grande sentido para o negócio, como controlar o pacote inteiro?


MJ.: Absolutamente. Do meu pai, a experiência; mas aprendi muito do meu pai. Ele tinha um grupo chamado The Falcons. Eles vinham e tocavam música, sempre, portanto sempre tivemos a música e a dança. Ele é este aspecto cultural que tem as pessoas negras. Separamos toda a mobília, aumentamos a música... Quando chega a gente, o mundo inteiro está em meio do piso, você tem de fazer algo. Eu amava. 


Ebony: O que as suas crianças fazem agora?


MJ.: Eles fazem-no, mas são tímidos. Porém às vezes eles fazem-no pra mim.


Ebony: Falando de ser um artista: a MTV não exibia nada de tipos negros. Como isso te afetou?


MJ.: Diziam que não podiam (artistas negros). Partia-me o coração, mas ao mesmo tempo acendeu algo em mim. Eu dizia a mim mesmo: 'Tenho que fazer algo que eles...' Simplesmente ignorei. E 'Billie Jean', disseram, 'não podemos'. Mas quando colocaram, conseguiram um recorde mundial. Logo começaram a me pedir tudo que tínhamos. Chamaram na nossa porta. Logo chegou Prince, abriu a porta para Prince e o resto dos artistas negros. Eram 24 horas de heavy metal, um simples poutporri de imagens loucas... Vieram a mim muitas vezes no passado e disseram, 'Michael, se não fosse você, não existiria a MTV'. Isso me disseram, uma e outra vez, pessoalmente. Suponho que eles não foram escutados nesse momento... Mas estou seguro que não o faziam com pura malícia (risos).Ebony: Isso deu a luz para a era moderna do vídeo...


MJ.: Ele normalmente assistia a MTV. Meu irmão (Jackie), nunca me esquecerei, ele me disse: 'Michael, você precisa ver este canal. Meu Deus é a melhor idéia. Colocam música 24 horas... 24 horas ao dia!', e eu respondi: 'Deixe-me ver'. E estou vendo-o, vendo tudo que eles colocavam e o que diziam 'se só eles dessem um pouco mais de entretenimento, história, um pouco mais de dança, estou seguro de que a gente gostaria mais'. Portanto eu disse a mim, quando vou fazer algo, ele tem que ter uma história um começo, meio e um fim par que eles possam continuar como um argumento linear; tem de haver um sentido.

Assim enquanto você está vendo o valor que proporciona ao entretenimento, você se pergunta o que vai acontecer. Foi assim que comecei a experimentar com 'Thriller', 'The Way You Make Me Feel', 'Bad' e 'Smooth Criminal', e dirigindo e escrevendo.





Ebony: O que você pensa sobre o estado da música e dos vídeos de hoje?


MJ.: A indústria está em uma encruzilhada. Está acontecendo uma transformação. As pessoas estão confusas, o que vai acontecer, como distribuir e vender música. Creio que a internet lançou pessoas de alguma forma a um giro real. Porque é muito poderoso, as crianças adoram. Todo o mundo está em seus dedos, em seu colo. Tudo que querem saber, com quem quiser se comunicar, qualquer música, qualquer filme... 

Isto concedeu a todo o mundo um grande giro. Agora mesmo, todos esses acordos com Starbucks, com Wal-Mart, diretamente com o artista, não sei se esta é a solução. Acredito que a solução é simplesmente a música fenomenal, a grande música. Chegar às massas. Creio que a gente segue buscando. Tampouco há uma evolução real da música funcionando atualmente. Mas quando chega, a pessoa romperá as barreiras para consegui-la. Quero dizer, porque antes de 'Thriller', estava um pouco igual. As pessoas não compravam música. Ele ajudou as pessoas voltarem às lojas. Assim quando acontece, acontecerá.


Ebony: Quem te impressiona?


MJ.: Quanto a ser artista, creio que o Ne-Yo está fazendo maravilhosamente. Mas tem um sentimento muito Michael Jackson, também.

Porém isso é o que eu gosto nele. Posso dizer que é um jovem que compreende a composição.


Ebony: Você trabalha com esses jovens artistas?


MJ.: Claro. Se for uma grande canção, é uma grande canção. Muita das idéias mais geniosas vem das pessoas comuns, que simplesmente dizem: 'porque você não prova isso?', Podia ser uma grande, portanto você deve tentá-lo. Chris Brown é maravilhoso. Akon é um artista maravilhoso. Sempre quero fazer música que inspire ou influencie outra geração. O que você cria tem que ter vida, seja uma escultura ou um quadro ou música. Como disse Michelangelo, 'sei que o criador vai, mas seu trabalho sobreviverá. Por isso há de escapar da morte, eu tento unir minha alma a meu trabalho'. E assim é como me sinto. Dou tudo para meu trabalho.




Ebony: Como você se sente sabendo que mudou a história? Você pensa muito nisso?


MJ.: Se, eu o fizer, realmente o faço. Estou muito orgulhoso de ter aberto portas, isso ajudou a puxar muitas coisas. Viajando ao redor do mundo, fazendo turnês, em estádios, você vê a influência da música.

Quando olha desde o cenário, até onde aonde a vista alcança você vê as pessoas. E isso é um sentimento maravilhoso, mas chega com muita dor, com muita dor.


Ebony: Porque diz isso?


MJ.: Quando você está no mais alto nível de seu jogo, quando é o pioneiro, as pessoas vão até você. Está lá, quem está no mais alto.

Você quer ir por ele. Mas me sinto agradecido, todos esses records superados, desde os maiores álbuns até todos esses números 1, e ainda sou agradecido. Sou um tipo que se sentava em um salão para ouvir Ray Charles quando o meu pai o colocava. Minha mãe só me despertava às 3 da manhã, 'Michael, está na TV, está na TV!' Eu corria e ali estava James Brown na televisão. Eu dizia: 'Isso é o que eu quero fazer'.


Ebony: Podemos esperar mais de Michael Jackson?


MJ.: Estou compondo muito material agora mesmo. Vou ao estúdio diariamente. Creio que agora é o momento do rap, quando saiu a princípio, sempre senti que ele tinha que tomar uma estrutura mais melódica para fazer mais universal, porque nem todo o mundo fala inglês (risos). E você está limitado ao seu país. Porém quando você tem uma melodia, e todo o mundo pode cantarolá-la, é quando chega à França, ao Oriente Médio, a todas as partes! Agora está em todo o mundo porque há melodia, uma estrutura linear. Você tem de ser capaz de cantarolar, desde um agricultor da Irlanda a senhora que limpa os banheiros em Harlem. Você tem de ser capaz de cantarolá-la.




Ebony: Então, você está quase aos 50 anos. Você crê que estará fazendo isto aos 80?


MJ: A verdade é que, hummm, não. Não da forma que fizeram James Brown e Jackie Wilson. Eles sempre saiam, correndo, matando-se. Em minha opinião, ele desejava (Brown) ter baixado o ritmo e relaxado e desfrutado de seu árduo trabalho.






Ebony: Você voltará a sair em turnê?


MJ.: Não quero turnês longas. Mas o que eu gosto das turnês é que afinam com beleza a arte de um. Isso é o que eu gosto da Broadway, por isso os atores vão a Broadway, para polir suas habilidades. Assim se consegue. Porque leva anos para chegar a ser um grande artista. Anos.

Você não pode sacar simplesmente a um tipo de nada e lançar-se aí fora e esperar que esta pessoa compita com outra pessoa. Não funcionará jamais. E o público sabe; podem vê-lo. A forma em que gesticulam suas mãos, a moção do corpo, a forma em que maneja o micro, ou a forma em que se inclinam. Podem vê-lo diretamente. Por exemplo, Stevie Wonder é um profeta da música. É outra das pessoas as quais devo dar crédito.

Sempre disse a mim mesmo: 'Tenho que compor mais'. Eu só via o (os produtores) Gamble, Huff, Hal Davis e The Corporation escrevendo todos esses êxitos para os Jackson 5 e realmente eu queria estudar a anatomia. O que fazíamos era só cantar a canção quando a terminavam. 

Enfadava-me, pois eu queria vê-los fazerem à canção. Logo me deram 'ABC' quando estava pronta. Ou 'I Want You Back' ou 'The Love You Save'. Eu queria experimentar todos. Então Stevie Wonder me deixava sentar ali como uma mosca na parede. Vi como compunha 'Songs In The Key Of Life', um de seus trabalhos dourados. Sentava-me com Marvin Gaye e... E esse podia ser daqueles que ia a nossa casa jogar uma partida de basquetebol com meus irmãos durante o fim de semana. Sempre tínhamos essas pessoas ao redor. Assim que quando realmente você pode ver a ciência, a anatomia e a estrutura de como funciona tudo, é simplesmente maravilhoso.


Ebony: Então, você joga em um cenário musical. Como você vê a forma do mundo atual?


MJ.: Estou muito preocupado pelo grave impacto do fenômeno do aquecimento global. Eu sabia que chagaria, mas desejava que ele recebesse antes o interesse das pessoas. Mas nunca é tarde. Eu o descrevo como um trem incontrolado; se não o pararmos, ele não voltará atrás. Portanto é necessário pará-lo. Agora. Isso é o que eu tentava fazer com 'Earth Song', 'Heal The World', 'We Are The World', escrevendo essas canções para abrir a consciência das pessoas. Eu gostaria que eles escutassem cada palavra.


Ebony: Qual sua opinião sobre a nova corrida presidencial? Hillary, Barack?


MJ.: Vou dizer a verdade, não acompanho essas coisas. Fomos criados para não... não buscarmos qual homem ficará com os problemas do mundo, não o fazemos. Eles não podem. É como eu o vejo. Está acima de nós.

Veja, não podemos controlar os mares, eles podem converter-se em tsunamis. Não podemos controlar os céus, aí estão os temporais. Estamos nas mãos de Deus. Creio que o homem deveria tomar isto em consideração.

Só desejo que possam fazer mais pelos bebês e as crianças, ajudá-las mais. Isso seria genial, não?





Ebony: Falando de bebês, agora como pai, voltando 25 anos. Qual é a diferença entre aquele Michael e o Michael de hoje?


MJ.: Esse Michael é provavelmente o mesmo Michael que viu. Só queria primeiramente conseguir certas coisas. Mas sempre tive esse impulso atrás da cabeça, as coisas que queria fazer, criar os meus filhos, ter filhos. Estou desfrutando muitos.Ebony: O que você pensa sobre tudo que dizem por aí sobre sua pessoa?


MJ.: Não presto atenção. Em minha opinião, é ignorância. Normalmente não está baseado em verdades. Está baseado em mitos. O tipo que você não pode ver. Cada comunidade tem o tipo que não pode ver, portanto você cria rumores sobre ele. Você ouve todas essas histórias sobre ele, há um mito sobre isso ou aquilo. As pessoas estão loucas! Eu só quero fazer música maravilhosa.

Mas voltando a Motown 25, uma das coisas que mais me comoveu foi que, depois de terminar a atuação. Estavam Marvin Gaye nas laterais, os Temptations, Smokey Robinson e meus irmãos, me abraçaram me beijaram e me agarraram. Richard Pryor se aproximou e me disse (com a voz tranqüila): 'esta é a melhor atuação que já vi em minha vida'. Esse foi  meu prêmio. Essas eram as pessoas que, quando eu era criança em Indiana, só escutava a Marvin Gaye, The Temptations, e tê-los me dando esse tipo de aprecio, me senti honrado. Logo, no dia seguinte, Fred Astaire me chamou e disse: 'te vi a noite, e eu gravei, e voltarei a vê-lo está manhã. Você é um demônio de bailarino. Você bateu fundo no seu público ontem à noite!' Mais tarde quando vi Fred Astaire, ele me fez com os dedos (Michael imita com dois de seus dedos um moonwalk sobre a palma de sua outra mão). Recordo a atuação claramente, e me lembro que estava muito enfadado comigo mesmo porque não era o que eu queria. Eu queria fazer mais. Havia um garoto no backstage vestido com um pequeno smoking, ele me olhou e me disse (com uma voz de assombro); 'quem te ensinou a mover-se assim?' (risos) E eu lhe disse: 'suponho que Deus... e os ensaios'.




EBONY 2007:

MICHAEL JACKSON 25 YEARS AFTER THRILLER

EXCLUSIVO: O REI DO POP FALA SOBRE DEUS, CRIATIVIDADE, PATERNIDADE E MÚSICA


Créditos: Fórum Neverland

Tradução de Bruno Fahning

Fonte: Forever Michael Jackson


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