Man In The Music: Capítulo III - Bad - ( Parte IV )
“Ser pioneiro de novas ideias é excitante para mim e a indústria do cinema parece estar sofrendo de uma escassez de ideias”, ele explicou.
Logo depois de “We Are The World”, Jackson realizou outro sonho: ele se tornou a própria atração característica na Disneylândia.
Já tendo conquistado a indústria da música, ele estava ansioso por estar mais envolvido em filmes, uma mídia que ele amava e sentia que possuía um enorme potencial inexplorado.
Os revolucionários vídeos musicais dele (os quais ele preferia chamar de “curtas-metragens”) já tinham dado a ele uma plataforma na qual combinar o talento dele para dançar ecantar.
Ele já tinha recebido também críticas elogiosas pela atuação em The Wiz. Mas Jackson queria fazer mais. Ele queria realmente inovar, criar algo que as pessoas nunca tivessem visto ou experimentado antes. “Ser pioneiro em novas ideias é excitante para mim, e a indústria de filme parecia estar sofrendo de uma escassez de ideias”, ele explicou. “Muitas pessoa estão fazendo as mesmas coisas. Os grandes estúdios me lembram do jeito como a Motown estava agindo quando nós estávamos tendo discordâncias com eles: eles queriam respostas fáceis, eles queriam que o pessoal deles fizessem coisas formuladas – apostas certas – mas o público ficava entediado, é claro.”
Jackson pensou que o antidoto seria Captain EO, um filme musical futurista, completamente imerso em 4-D, que levou mais de um ano para ser criado. Naquela época, a experiência multissensorial de setenta minutos era o filme mais caro já feito em uma base de minutos.
Jackson reuniu um autêntico time dos sonhos para trabalhar no projeto: George Lucas produziu o filme, Francis Ford Coppola o dirigiu e James Horner escreveu o arranjo. A atração era o testemunho do poder de estrela, sem paralelo, de Jackson em meados dos anos oitenta. Em 1985, havia poucas pessoas ou entidades que não quisessem trabalhar com ele, incluindo a familiar Disney (esse apelo quase universal, é claro, começou a mudar rapidamente por esse tempo, colocando a Disney na desconfortável posição de decidir se matinha uma atração que ainda era popular, mas crescentemente controversa).
Captain EO estreou no Pavilhão da Imaginação da Epcotem 12 de setembro de 1986 (e logo depois na Disleyland, em Anaheim) para uma grande multidão e expectativa. Enquanto o enredo do filme era mais que simplista – Jackson liderava um time de personagens esfarrapados, no estilo Star Wars, para enfrentar a demoníaca Supreme Leader (interpretada por Angelica Huston) e salvar a galáxia –, os efeitos especiais estavam à frente do tempo deles e os números musicais eram fascinantes. Pela combinação de filme 3-D com tais efeitos especiais, Captain EO se tornou o primeiro filme “4-D” já feito.
“Era uma coisa incrível, excitante”, relembra Matt Forger, que trabalhou no projeto com Jackson desde o princípio, e, depois, com o pessoal da Disney’s Imagineering e THX, de Geroge Lucas. “Ele foi o primeiro filme 5.1 discreto em contínuo playback.
O pessoal da Disney desenvolveu o equipamento. Não existia antes. Ele era uma banda larga completa, com seis faixas digitais de áudio.” Forger ajudou coma configuração de todos os quatros cinemas, cada um contendo áudio especialmente desenvolvido para a acústica da sala respectiva. De todas as estreias, porém, ele ficou mais impressionado pela experiência em Tokyo. “Tokyo foi simplesmente impressionante”,ele se lembra. “Eles tinham um sistema de playback que abalava totalmente. Era como estar em um concerto de rock, a sala, fisicamente, balançava. Soava fenomenal. Todos os teatros soavam maravilhosos, mas Tokyo era simplesmente incrível.” Para crianças, especialmente, a experiência era mágica. Michael Jackson era super-herói mais legal, suave, funk, na galáxia.
O filme também apresentava uma mensagem simples, mas importante para Jackson, sobre usar a música e dança para trazer paz e harmonia ao universo. “[Captain EO é] sobre transformação e o modo como música pode ajudar a mudar o mundo”, ele explicou. Captain EO continuou a ser uma atração característica na Disney por mais de uma década. Ele foi reinstituído por exigência popular em fevereiro de 2010, meses depois da morte de Jackson.

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